Embora o holocausto esteja relacionado com a Segunda Guerra Mundial (1939 -1945), ele começou anos antes do início do conflito internacional. Em 1933, teve início o Grande Reich Alemão – também chamado de Terceiro Reich. Neste período, o governo da Alemanha era comandado por Adolf Hitler e pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais conhecido como Partido Nazista.

Já neste ano, começaram a surgir diversas leis de cunho racista que limitavam os direitos dos judeus. Os mais ricos fugiram para outros países. Os mais pobres e os que se negaram a deixar a Alemanha tiveram que enfrentar o que estava por vir.

Os nazistas acreditavam que os judeus eram “inferiores”, sendo uma ameaça à autointitulada comunidade racial alemã. Para os seguidores de Hitler, quem não tinha sangue ariano “poluía o país”.

Entre os demais excluídos, estavam os ciganos, eslavos, homossexuais, deficientes físicos, deficientes mentais, militantes comunistas, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu. Testemunhas de Jeová, sacerdotes católicos, membros mórmons e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum também entraram na “lista negra”.

As histórias referentes ao holocausto não foram oficialmente divulgadas e, à época, os cidadãos alemães não sabiam ao certo o que acontecia com essas pessoas que eram excluídas e enviadas para campos de concentração. No entanto, sabe-se, atualmente, um número aproximado dos mortos no genocídio.

Morreram cerca de seis milhões de judeus, o que representava na época aproximadamente 60% da população judaica da Europa. Foram mortos também entre 220 mil e 500 mil ciganos e 275 mil alemães considerados “doentes incuráveis”. Esses dados são do Tribunal de Nuremberg, mas há estudos que indicam um número menor de alemães doentes mortos, cerca de 170 mil. Não há registro do número de homossexuais, negros e comunistas mortos pelo regime nazista.

O governo alemão começou extinguindo todos os partidos políticos, implantando o monopartidarismo. Para os campos de concentração, eram levados todos que se opunham ao regime. Em março de 1933, já existiam 25 mil presos no campo de Dachau, no sul da Alemanha. Obras de autores judeus e comunistas foram queimadas em praça pública. E os condenados sofriam torturas. Muitos morreram de fome, de cansaço ou de doenças não tratadas.

Em 1939, os alemães invadiram a Polônia e criaram guetos, espaços em que os judeus eram confinados e obrigados a usar distintivos que revelavam sua religião. Em péssimas condições de vida, eles foram obrigados a trabalhar no esforço de guerra alemão. Houve também a prática da medicina nazista, em que vários dos presos eram submetidos a testes e experimentos biológicos desumanos.

Entre 1941 e 1944, as autoridades nazistas alemãs deportaram milhões de presos para campos de extermínio, onde eram mortos nas instalações de gás criadas para uma matança em massa. Os presos eram levados por meio de comboios ferroviários superlotados. Vários morreram no caminho devido a falta de água, comida ou agasalhos.

No complexo de Auschwitz, no sul da Polônia, foi construído o maior dos dois mil campos de concentração nazistas. Há estudos que garantem que entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de pessoas foram exterminadas em câmaras de gás de Auschwitz. Entre eles, 1,2 milhão de judeus, 150 mil poloneses, 23 mil ciganos e 15 mil soviéticos.

No dia 7 de maio de 1945, as forças armadas da Alemanha se renderam aos Aliados. Para os Aliados ocidentais, a Segunda Guerra Mundial terminou oficialmente na Europa no dia seguinte, em 8 de maio, o (V-E Day, o Dia da Vitória. No entanto, as forças soviéticas proclamaram seu “Dia da Vitória” como 9 de maio de 1945.

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